O que fazer para dar certo em 2017?

2016 foi um ano extremamente desafiante. 2017 não deverá ser muito diferente. Então, o que deveríamos fazer para passar por 2017?

1)    Manter o foco nos fundamentos
Quando pensamos no negócio, os fundamentos são: ativos, crescimento, lucro e geração de caixa. Esses 4 (quatro) elementos são interrelacionados e fundamentais para “validarem” o modelo de negócio escolhido. Os ativos (propriedade-planta-equipamentos, estoques, contas a receber) são a base para geração das vendas. O crescimento dessas vendas (via aumento de participação no mercado ou novas lojas/negócios) é o que atesta que os clientes estão “aceitando” o modelo de negócios proposto. O lucro (resultado) atesta a saúde do modelo de negócios (receitas geradas são superiores aos gastos para se obtê-las). Finalmente o caixa é o termômetro responsável por atestar que tudo vai bem, ou seja, o negócio está crescendo de maneira sadia. Quando não se gera caixa a razão pode ser que estamos investindo em demasia (em ppe, estoques, contas a receber), pagando dividendos em demasia ou o crescimento das receitas (vendas) é insuficiente ou ainda o lucro não está acontecendo.

2)    Não esquecer-se da gestão de riscos
A gestão de riscos pode ser vista como uma perda de tempo e dinheiro – até que algo ruim aconteça. Quando a perda ocorre, busca-se encontrar responsáveis pelo ocorrido em si e pela falta de controle. No entanto, o principal, que seria a mitigação de riscos e a reação rápida à sua materialização, segue muitas vezes não endereçado. Claro que a gestão de risco tem um custo. Daí a necessidade de ser realista quando tomar a decisão de quais elementos serão utilizados para a mitigação dos riscos.
Um passo importante é desenhar uma matriz de riscos. Nesse documento lista-se os riscos existentes, bem como os controles mínimos a serem observados; quem é responsável pela sua execução e pelo controle, e com qual periodicidade. Dentre os elementos de mitigação de risco que possam existir, alguns são de simples implementação e integram o que poderia se chamar de “sistema de controle interno” para qualquer organização de grande porte: auditoria, seguros, uso de instrumentos financeiros de proteção, licenças, canais de comunicação, e um plano de gerenciamento de crises.

3)    Não esqueça das pessoas
O foco em uma situação de escassez demanda:

a)    Manter um olho no Organograma:
O organograma é uma representação da estrutura organizacional o que envolve as atividades/tarefas a serem desempenhadas, as necessidades de pessoal, e a linha de autoridade e responsabilidade.
b)    Trabalhar para preservar as pessoas-chave. Pessoas-chave são importantes sempre!

4)    Estabeleça um método que leve à contínua melhoria de processos
Um método qualquer seja o nome, deveria estimular:

a)    Estabelecer objetivos;
b)    Definir um plano;
c)    Ser disciplinado na execução; e
d)    Acompanhar e medir.

5)    Dicas práticas

1.    Mergulhe nos detalhes do que importa ao negócio;
2.    Teste os limites não aceitando “baboseira”, mesmo que desfarçada em “anglicismos” ou conceitos de difícil entendimento;
3.    Busque ajuda de fora para o que não é sua expertise, certamente será mais barato;
4.    Mantenha o olho no Balanço Patrimonial;
5.    Compras de diretos e indiretos tem que ser periodicamente revisadas;
6.    Financiar cliente ou fornecedor é uma fonte de receita;
7.    Viagens, visitas, feiras tem que gerar resultado;
8.    Desenvolver relações comerciais e institucionais não é uma atividade a ser esquecida;
9.    Não deixe um assunto ser esquecido ou “morrer”;
10.    Mantenha a comunicação fluída, evitando surpresas!

 

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